terça-feira, 26 de abril de 2011

O papel da imprensa II

Comportamento discreto e apagado foi o que percebi na imprensa em relação às notícias envolvendo a Assembléia Legislativa, a corrupção admitida em vídeo pelo ex-deputado Ary Rigo e os pedidos de quebra de sigilo bancário.

Surpreso mesmo fiquei com a manchete da TV Morena, sabidamente uma empresa que trata questões deste naipe com bastante frieza e muito pouco alarde.

E ai outra vez me pego a avaliar o papel da imprensa de maneira geral e o seu comprometimento financeiro com organismos que se constituem um "bom cliente". Certo está o empresário em buscar suporte financeiro para seus empreendimentos, mas dai a vender a consciência é outra história.

O que os jornais, televisões, rádios e sites em nosso Estado, principalmente, estão fazendo pela sobrevivência da imprensa séria e sem comprometimento é vergonhoso.

Distribuída pela agência de publicidade do nosso amigo Ariosto, a verba de propaganda da Assembléia Legislativa de MS é substancial. Ajuda sobremaneira a bancar a folha de pagamento de importantes órgãos de comunicação. Perfeito! Tudo certo! Mas dêem o devido e merecido destaque ao que tem que ser destacado.

Vamos contribuir de maneira definitiva para realmente limpar nosso Mato Grosso do Sul de figuras que só empanam seu brilho.

Abaixo, alguns links de como a imprensa tratou o assunto em tela:
Midiamax: http://migre.me/4m15G
MS Notícias: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=62944
Amambai Notícias: http://migre.me/4m1fH

Efetue pesquisa detalhada no google e verá que o site da Justiça foi a referência para tal nota. O resto...
http://migre.me/4m1iI

terça-feira, 19 de abril de 2011

O papel da imprensa

jornais e jornais espalhados por esse Brasil afora. Da mesma forma há jornalistas e jornalistas. Mas o que realmente deveria haver é a noção exata do papel que nos cabe na constante reorganização de nossa sociedade maculada pelos vícios que insistem em continuar de posse do corpo dos políticos. Mesmo naqueles que afirmam ter aprendido a lição, ainda se vê o ranço da política praticada no século passado.

Visitando alguns sites de notícias pude, a contragosto, acompanhar a desdita entre o deputado estadual José Teixeira e o secretário de Planejamento do prefeito Murilo, o senhor Antonio Nogueira. (ver matéria no GDnews) Esse tipo de assunto só interessa a quem não se interessa por nada, mas infelizmente temos que noticiar sob pena de acusações de estarmos desse ou daquele lado. Poderíamos, e poderiam nossos amigos da imprensa, consumir nosso tempo e suor com coisas mais interessantes. Aquelas que realmente envolvam a solução de problemas da comunidade.

Mas, interesses sobre o que falam e o que pensam figuras exponenciais da nossa política sempre será notícia porque essa figuras, com raríssimas exceções, só falam besteira e inutilidades. Infelizmente isso vende jornal e provoca visitas em sites. Eu mesmo aqui tenho que fazer um "mea culpa", pois só me acessam e comentam minhas postagens que tratam dessas barbaridades. Quisera eu que tudo fosse diferente, mas já nessa quadra da minha vida fica complicado exigir tamanha fortuna.

Posso não exigir, mas posso reclamar!

Posso dar vazão ao inconformismo do meu amigo Sílvio - bom pescador e amigo dos amigos - que não se fez de rogado e trabalhou para que seus vizinhos e amigos engrossassem suas reclamações sobre a situação calamitosa de nossas ruas num abaixo assinado que seria levado à imprensa. Nele era exigido que o poder público tomasse as providências devidas. Afinal é assim que nos ensinam todo dia. Democracia é a possibilidade de falar, reclamar e querer ser atendido em suas reivindicações.

Pensando assim lá vai meu amigo Silvio ao Jornal O Progresso feliz por estar praticando um ato de cidadania e também pelo fato de contribuir com a melhoria de nossas ruas. Chegando lá foi surpreendido pela negativa do jornal em publicar algo que pudesse ser entendido como uma crítica ao prefeito municipal recem empossado no cargo.

Ora vamos e venhamos, meus amigos. O jornal combinou com o prefeito "uma trégua de seis meses" em que ficaria sem mencionar assuntos que poderiam denegrir sua imagem ou de sua administração.
Entre o político pedir tal coisa, acostumado à forma de condução das coisas como no século passado, e o jornal aceitar essa quase imposição de forma passiva (ou não), há uma distância crucial.

Seria esse mesmo papel da imprensa? Curvar-se ante aos poderosos! Ou dando guarida à reclamação da comunidade estaria ajudando a administrar uma cidade combalida pelos atos falhos de administradores mal intencionados? 

A mim fica claro que o papel da imprensa nos dias atuais é questionar, impelir, lutar contra desmandos e acima de tudo ser honesta com seus princípios - os mesmo da coletividade.
Enquanto houver políticos que corrompem e jornais e jornalistas que se deixam corromper, continuares à mercê de nossa própria sorte.

Que Deus nos ajude e ampare.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ainda sobre julgamento de vereadores

A despeito do comportamento da Câmara de Vereadores de Dourados quando da cassação dos vereadores envolvidos nas investigações de fraudes em licitações e outros delitos investigados pela Polícia Federal na "Operação Uragano", sempre manifestei preocupação com relação a julgamentos precipitados.

Tudo deve ser feito em seu momento e hora certos. Ao contrário disso todo e qualquer julgamento está fadado a ser uma verdadeira "caça às bruxas" com uma única e nada respeitável razão: a de usar as atribuições que lhes são conferidas por lei em benefício próprio.

Avaliando informações e comentários dos últimos dias relacionados às investigações paralelas que correm em razão do envolvimento de figuras pública com a dita "Operação Uragano" chego a triste conclusão de que os hoje vereadores (sic) de Dourados agiram todos em benefício próprio.

Até ai novidade nenhuma. Era "você cassa o meu que eu casso o seu". Qualquer dia desses o acordão que fizeram todos, virá às claras. Por enquanto só algumas poucas constatações aqui e alí apontam para a mais sórdida e bem arrumada articulação que lá se viu na política matreira e sem sentido dos que querem o poder a qualquer custo.

Dito isso fica para avaliação dos senhores o seguinte:
Marcelo Barros, garoto de estirpe e filho de tradicional família política douradense, de todos os supostamente envolvidos com os crimes é o único que responde também a sindicância em seu serviço na administração pública estadual onde funciona como escrivão de Polícia Civil.

O corregedor investiga as verdadeiras razões para o envolvimento de Marcelo com tudo que se disse e em oitiva recente de testemunhas teria questionado do delegado da Polícia Federal, Braulio Galloni sobre as provas contra Marcelo Barros.

Com a devida "licença poética" me permito aqui transcrever esse diálogo:
Corregedor: O senhor tem provas de Marcelo Barros pegando dinheiro?
Braulio Galloni: Não senhor!
Corregedor: Mas, nada? Nenhuma evidência?
Braulio Galloni: Não senhor! Nenhuma evidência.
Corregedor: E mesmo assim o senhor teve a coragem de denunciar o senhor Marcelo Barros!
Braulio Galloni: ... (silêncio profundo)

E agora José??

terça-feira, 12 de abril de 2011

O presente de Marcelo Mourão

Ardidas
 O suplente de vereador Marcelo Mourão (PMDB) está rindo a toa com o cargo de Diretor de Núcleo de Turismo da Prefeitura de Dourados. A nomeação ocorreu em pagamento pelo voto em Idenor Machado na conturbada eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal e, diz a lenda, que o suplente ainda garantiu o emprego para alguns correligionários. Vai vendo...
Trecho extraído da Coluna Malagueta de Marcos Santos publicada no site Dourados Agora
Com a máxima venha de meu amigo Marcos Santos faço o registro de publicação em sua coluna para avaliar mais essa aberração de nossas negociações na política do município.
E ainda tem gente que fica "chateado" comigo por que faço determinadas ilações. Essas do tipo que fiz quando o vereador Walter Hora foi nomeado líder do prefeito Murilo Zauith na Câmara Municipal (ver postagem aqui). A conclusão a que cheguei é de que isto vinha sendo discutido anteriormente e só foi efetivado a partir do momento em que concluíram a cassação de todos os vereadores supostamente envolvidos com crimes e os suplentes assumiram a condição de titulares.
Agora a coisa não está no campo da suposição não. O suplente Marcelo Mourão - o homem de coragem elogiado rasgadamente no dia da eleição da nova mesa diretora da Câmara, abraçado e festejado - foi nomeado pelo mesmo Murilo Zauith, nosso prefeito, diretor do Núcleo de Turismo da Prefeitura de Dourados.
É! As coisas mudaram muito...

domingo, 10 de abril de 2011

A velhice nos ensina

Não deveríamos esperar pela velhice para seguirmos determinadas regras. Vamos então aproveitar os ensimanetos de quem já viveu e nos dá a oportunidade de não errar tnato no que nos restas de vida.
Escrito por Regina Brett,90 anos de idade, que assina uma coluna no "The Plain Dealer", Cleveland, Ohio.
"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."
Meu odômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6.. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras: 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque Ele é Deus e é Pai.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa - morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.”

Isso me foi enviado por email e estou reproduzindo aqui em meu blog. Se acharem reaqlmente interessante como eu achei, gostaria que passassem adiante
Estima-se que 93% não passará isto adiante. Se você for um dos 7% que o farão, encaminhe-o com o título 7%.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O verdadeiro tiro no pé


Já vi algumas cenas que poderiam muito bem representar um tiro no pé. Nas minhas andanças por esse mundão vi muita coisa estranha e outras nem tanto.
Tem gente que fala demais e na hora de resolver os problemas terminam enveredando por caminhos sem voltas. Outras acham que estão dando um tiro certeiro, mas o alvo invariavelmente termina sendo o pé. Que nos digam políticos de boa cepa que por ora ocupam cargos de destaque no cenário nacional, estadual e municipal.
Alguns podem me perguntar. Mas o que o vídeo acima teria a ver com isso? Nada melhor para ilustrar acontecimentos vividos em que os protagonistas acham que estão fazendo certo e terminam por ter um resultado desagradável. O tempo é quem acerta tudo ao final. Se vivermos< veremos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Combate à pobreza e à feiura

E não é que a menina é boa em todos os sentidos. E não é conversa de marmanjo deslumbrado não. Num país onde as coisas acontecem movidas por interesses quase sempre escusos é bom ter vez ou outra a lembrança de fatos como esse.
Clarice Zeitel, uma dançarina do programa Caldeirão do Huck e que nos deu generosas doses de sensualidade posando para o site paparazzo (clique aqui), também Nos brinda com boas doses de inteligência, perspicácia e uma visão social de fazer inveja. Premiada em um concurso da Unesco, a hoje advogada de 26 anos que estuda para tirar a carteira da OAB e prestar concurso para Defensoria Pública,  nos deixa esse legado:

Pátria Madrasta Vil
(Clarice Zeitel Viana Silva)


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Começou a aparecer

Vi de relance e não sei dizer bem onde, mas me chamou a atenção o fato de Walter Hora (PPS) ter sido indicado líder do prefeito Murilo Zauith na Câmara de Vereadores de Dourados.
Nada contra o combativo, zeloso, prestativo e competente vereador. Muito pelo contrário, acho que é exatamente de um líder desses que o prefeito precisa na Câmara. Alguém que possa dar "jeitinho" nas questões pendentes e que não mede esforços para conseguir seu intento, prova disto a sua atuação como um dos mentores da cassação dos "vereadores urgananos" recentemente, mesmo que ainda faltem alguns.
E a respeito disso que quero falar. Liderança de governo à parte, vamos avaliar se realmente não está sendo garantido ai um prêmio pela atuação de Walter Hora enquanto algoz dos ex-vereadores. Pois vamos e venhamos, o vereador, antes mesmo que a Justiça se pronunciasse, encontrou  dolo e culpa na ação dos envolvidos com a Operação Uragano e os condenou.
Com galhardia o vereador fala em "levantar a autoestima dos douradenses". Ele não quer resolver somente as questões "estruturais e físicas da cidade", muito embora não seria nada mal que uns buracos fossem tapados e que a saúde funcionasse um pouco melhor.
Ah! e por falar em autoestima e reorganização social e política de uma cidade, que tal lembrarmos de um episódio envolvendo de certa feita um deputado estadual, um vereador e alguns tachões (patrimônio público) da Rua Cafelândia.
Para os que não conhecem a história, trata-se do envolvimento de Artuzzi e seu companheiro Hora, na época, que resolveram arrancar tachões da Rua Cafelândia num protesto viril contra a Prefeitura de Laerte Tetila. A ação intempestiva custou-lhes processo na Justiça e para o vereador uma processante pedindo sua cassação.
Ao contrário do que Walter Hora fez agora com os vereadores, na época seus colegas de Câmara lhe ajeitaram apenas uma suspensão de três meses. Até ai tudo bem, mas acontece que o vereador, então afastado, continuou recebendo seus proventos, sem qualquer prejuízo. Findo o castigo, retornou calmo e manso para terminar sua legislatura e não ser reeleito no pleito seguinte.
Eis-lo que surge retumbante às margens plácidas do poder. Às margens não, bem dentro e como líder do alcaíde. Tomara que não existam ligações escusas nessa indicação. Que o senhor Jorge Leite nos garanta isso, não como garantiu outras coisas, mas isso com certeza.
Não vamos aqui discutir se ele (o vereador Hora), por todo seu passado, é ou não merecedor da liderança que ora ocupa, afinal isso é escolha pessoal do senhor prefeito. No mínimo Hora deveria devolver aos cofres públicos o dinheiro que teria recebido quando esteve afastado, por penalização, das funções de vereador.
Isso sim seria uma contribuição ímpar para "elevar a autoestima da comunidade"