sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ainda sobre julgamento de vereadores

A despeito do comportamento da Câmara de Vereadores de Dourados quando da cassação dos vereadores envolvidos nas investigações de fraudes em licitações e outros delitos investigados pela Polícia Federal na "Operação Uragano", sempre manifestei preocupação com relação a julgamentos precipitados.

Tudo deve ser feito em seu momento e hora certos. Ao contrário disso todo e qualquer julgamento está fadado a ser uma verdadeira "caça às bruxas" com uma única e nada respeitável razão: a de usar as atribuições que lhes são conferidas por lei em benefício próprio.

Avaliando informações e comentários dos últimos dias relacionados às investigações paralelas que correm em razão do envolvimento de figuras pública com a dita "Operação Uragano" chego a triste conclusão de que os hoje vereadores (sic) de Dourados agiram todos em benefício próprio.

Até ai novidade nenhuma. Era "você cassa o meu que eu casso o seu". Qualquer dia desses o acordão que fizeram todos, virá às claras. Por enquanto só algumas poucas constatações aqui e alí apontam para a mais sórdida e bem arrumada articulação que lá se viu na política matreira e sem sentido dos que querem o poder a qualquer custo.

Dito isso fica para avaliação dos senhores o seguinte:
Marcelo Barros, garoto de estirpe e filho de tradicional família política douradense, de todos os supostamente envolvidos com os crimes é o único que responde também a sindicância em seu serviço na administração pública estadual onde funciona como escrivão de Polícia Civil.

O corregedor investiga as verdadeiras razões para o envolvimento de Marcelo com tudo que se disse e em oitiva recente de testemunhas teria questionado do delegado da Polícia Federal, Braulio Galloni sobre as provas contra Marcelo Barros.

Com a devida "licença poética" me permito aqui transcrever esse diálogo:
Corregedor: O senhor tem provas de Marcelo Barros pegando dinheiro?
Braulio Galloni: Não senhor!
Corregedor: Mas, nada? Nenhuma evidência?
Braulio Galloni: Não senhor! Nenhuma evidência.
Corregedor: E mesmo assim o senhor teve a coragem de denunciar o senhor Marcelo Barros!
Braulio Galloni: ... (silêncio profundo)

E agora José??

Nenhum comentário:

Postar um comentário