Há jornais e jornais espalhados por esse Brasil afora. Da mesma forma há jornalistas e jornalistas. Mas o que realmente deveria haver é a noção exata do papel que nos cabe na constante reorganização de nossa sociedade maculada pelos vícios que insistem em continuar de posse do corpo dos políticos. Mesmo naqueles que afirmam ter aprendido a lição, ainda se vê o ranço da política praticada no século passado.
Visitando alguns sites de notícias pude, a contragosto, acompanhar a desdita entre o deputado estadual José Teixeira e o secretário de Planejamento do prefeito Murilo, o senhor Antonio Nogueira. (ver matéria no GDnews) Esse tipo de assunto só interessa a quem não se interessa por nada, mas infelizmente temos que noticiar sob pena de acusações de estarmos desse ou daquele lado. Poderíamos, e poderiam nossos amigos da imprensa, consumir nosso tempo e suor com coisas mais interessantes. Aquelas que realmente envolvam a solução de problemas da comunidade.
Mas, interesses sobre o que falam e o que pensam figuras exponenciais da nossa política sempre será notícia porque essa figuras, com raríssimas exceções, só falam besteira e inutilidades. Infelizmente isso vende jornal e provoca visitas em sites. Eu mesmo aqui tenho que fazer um "mea culpa", pois só me acessam e comentam minhas postagens que tratam dessas barbaridades. Quisera eu que tudo fosse diferente, mas já nessa quadra da minha vida fica complicado exigir tamanha fortuna.
Posso não exigir, mas posso reclamar!
Posso dar vazão ao inconformismo do meu amigo Sílvio - bom pescador e amigo dos amigos - que não se fez de rogado e trabalhou para que seus vizinhos e amigos engrossassem suas reclamações sobre a situação calamitosa de nossas ruas num abaixo assinado que seria levado à imprensa. Nele era exigido que o poder público tomasse as providências devidas. Afinal é assim que nos ensinam todo dia. Democracia é a possibilidade de falar, reclamar e querer ser atendido em suas reivindicações.
Pensando assim lá vai meu amigo Silvio ao Jornal O Progresso feliz por estar praticando um ato de cidadania e também pelo fato de contribuir com a melhoria de nossas ruas. Chegando lá foi surpreendido pela negativa do jornal em publicar algo que pudesse ser entendido como uma crítica ao prefeito municipal recem empossado no cargo.
Ora vamos e venhamos, meus amigos. O jornal combinou com o prefeito "uma trégua de seis meses" em que ficaria sem mencionar assuntos que poderiam denegrir sua imagem ou de sua administração.
Entre o político pedir tal coisa, acostumado à forma de condução das coisas como no século passado, e o jornal aceitar essa quase imposição de forma passiva (ou não), há uma distância crucial.
Seria esse mesmo papel da imprensa? Curvar-se ante aos poderosos! Ou dando guarida à reclamação da comunidade estaria ajudando a administrar uma cidade combalida pelos atos falhos de administradores mal intencionados?
A mim fica claro que o papel da imprensa nos dias atuais é questionar, impelir, lutar contra desmandos e acima de tudo ser honesta com seus princípios - os mesmo da coletividade.
Enquanto houver políticos que corrompem e jornais e jornalistas que se deixam corromper, continuares à mercê de nossa própria sorte.
Que Deus nos ajude e ampare.
Parabéns Negão,
ResponderExcluirprá mim o melhor texto do jornalismo sulmatogrossense,conte comigo,sempre.
Vou sempre estar postando aqui.