Os leitores que apreciam uma boa trama de autores consagrados da nossa teledramaturgia vai reconhecer rapidamente o que quero exemplificar.
As novelas exibidas em nossas TVs arrastam-se por longos meses, seis ou até oito, enquanto prendem a atenção do telespectador. São sucesso e mantidas no ar enquanto dão audiência. Caso contrário são substituidas sem pestanejar. Audiência é o que conta.
E é sempre nas últimas semanas que permanecem no ar que as coisas acontecem. O bandido passa por poucas e boas; os heróis que apanharam duranta toda a trama passam a viver momentos de glória; descobre-se assassinos, bons e maus moços, enfim, tudo se resolve.
Uma imitação grotesca de um desses folhetins acontece em Dourados.
Protagonistas são os vereadores afastados, os suplentes empossados e um e outro coadjuvante que aparece por tras de máscaras.
Passaram-se meses com o enredo arrastado e sem oferecer desfecho que fosse convincente. Agora quando a audiência cobra uma melhor performance e o folhetim é ameaçado de sair do ar aparecem as soluções mágicas para todos os problemas. Tudo se resolve no fim.
Agora, se você que estava torcendo para o bandido não ficar satisfeito com o desfecho, problema seu!
Os suplentes de vereadores que estrelam essa novela e os coadjuvantes (promoteores, juizes, eminências pardas...) não estão nem ai para o que a audiência diz. Vão sair do ar mesmo dentro de alguns dias (meses no caso da Câmara). O que conta ao final é o salário que entra na conta bancária. Telespectador?? Eleitor?? Problema deles.
E a trilha também já está rodando e essa sim conhecida de todos.
Lembram os mais antigos da musiquinha do Palhaço Arrelia?
"Hoje tem marmelada? Tem sim senhor... Hoje tem goiabada? Tem sim senhor.... E o palhaço quem é? É ladrão de mulher..."
De asas a sua imaginação amigo eleitor! Ou aguarde a próxima trama da 18h30 no Canal da Vida, na sua TV a cabo...
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