Os jornais, sites e televisões mantiveram o laconismo ao noticiar a cassação daquele que seria o último dos uraganos, como intitulou o "Jornal O Progresso". É só passar os olhos rapidamente pelas notícias que se perceberá a objetividade ou pouca criaitividade dos colegas jornalistas ao anunciarem a cassação de Marcelo Barros. Repetiram-se, com poucas variações, aos outros sete processos analisados pelos vereadores douradenses.
Novidade nenhuma a não ser as informações trazidas no bojo das defesas e dos dicursos dos cassados Junior Teixeira, Paulo Henrique, Marcelo Barros, enfim todos que tiveram coragem de enfrentar a desdita e ficar diante daqueles que já haviam decidido seus destinos em 15 de dezembro de 2010. E esses que tiveram coragem não sucumbiram à insistência do deputado estadual Zé Teixeira que queria também suas renúncias.
A questão que paira agora é: será o fim? Conseguiram os poderosos de plantão cumprir com suas missões de atender ao "clamor da população" (sic)?
Sinceramente não foi isso que vi na Câmara de Vereadores de Dourados no dia 21 de março último! O que vi ali, mais uma vez, foi a ânsia desenfreada de suplentes querendo a titularidade dos cargos e a paciência de ouvir argumentos, contrarazões, tentativa de convencimento por quase quatro horas, inutilmente.
Rui Barbosa foi renomado jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro.
Intelectual brilhante do seu tempo, participou da Campanha Abolicionista. Organizou repúblicas, fez constituições, defendeu a Federação, atuou na promoção dos direitos e garantias individuais. Primeiro Ministro da Fazenda do novo regime, marcou sua breve e discutida gestão pelas reformas modernizadoras da economia. Destacou-se, também, como jornalista e advogado.
Foi deputado, senador, ministro. Em duas ocasiões, foi candidato à Presidência da República. Empreendeu a Campanha Civilista contra o candidato militar Hermes da Fonseca. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi nomeado presidente da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Machado de Assis.
Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos Estados. Teve papel decisivo na entrada do Brasil na I Guerra Mundial. Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou.
Sem dúvida alguma, uma figura que deve servir como e4xemplo para os donos da Câmara de Vereadores de Dourados, hoje.
Sem dúvida alguma, uma figura que deve servir como e4xemplo para os donos da Câmara de Vereadores de Dourados, hoje.
Ao nosso mais ilustre tribuno, Rui Barbosa, é atribuida a frase que ora transcrevo e que continua atual, passado todo esse tempo, desde que foi cunhada e que retrata o que muitos de nós sentimos:
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
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